terça-feira, 24 de janeiro de 2023

RN registra um roubo de veículo a cada três horas


De acordo com os dados da Coordenadoria de Informações Estatísticas e Análises Criminais (Coine), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed/RN), mais de três mil veículos entre carros e motocicletas foram roubados em 2022 no Rio Grande do Norte — média de um caso a cada três horas. Segundo o levantamento enviado ao NOVO Notícias, os dados apontam uma diminuição no número de casos registrados se comparado ao ano anterior.

Em 2021, cerca de 4.181 veículos foram roubados. Já no ano passado, o estado registrou 3.004 veículos roubados, representando uma diminuição de 28% no número de casos. Apesar da diminuição dos números, ainda há um grande registro de casos que preocupa autoridades em segurança.

Segundo o delegado Guthemberg Leite de Medeiros, titular da Delegacia Especializada em Defesa da Propriedade de Veículos e Cargas (DEPROV), a maioria dos assaltos cometidos são realizados por bandidos que pretendem praticar outros crimes depois.

“Na verdade, eles roubam esses carros, para subtrair pertences dos proprietários. É a bolsa, o celular, é a feira que a pessoa deixa no banco traseiro, o computador, então, dessa forma, eles roubam os carros para subtração destes bens”, disse o delegado.

O delegado Guthemberg Leite explica que a maioria dos casos que são registrados acontece principalmente em momentos de descuido dos condutores, principalmente nas chegadas e saídas de residências ou estabelecimentos comerciais. Por isso, ele alerta sobre a atenção redobrada e caso vire uma vítima de um desses crimes, que procure imediatamente uma delegacia de polícia.

“Eles geralmente atuam em grupo de dois ou três, armados ou não, que se junta pra roubar ou furtar qualquer tipo de veículo. Na verdade é o princípio da oportunidade, se eles virem uma moto ou veículo preso a uma corrente ou coisa do tipo, ele vai preferir tomar outro mais a frente, com mais facilidade. Então, eles sempre vão pela forma mais fácil e abordam geralmente as pessoas em grupo, de forma intimidadora e agressiva”, explicou  Guthemberg.

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